quarta-feira, setembro 18, 2013

Embaixador Francisco Seixas da Costa - Síria

Síria

Governar é escolher, dizia Mendès-France. A escolha, no caso sírio, é de uma extrema complexidade. Deixar impunemente Bashir Al-Assad continuar a repressão de parte do seu povo parece obsceno, agora que as acusações de uso de armas químicas fizeram a guerra civil mudar de patamar. Mas decapitar o poder em Damasco, provocando uma espécie de "balcanização" armada, com a entrega do poder a grupos islamistas radicais, muito fragmentados entre si, sem a menor garantia da criação de um processo democrático alternativo, é também um risco estratégico fortíssimo.

Que fazer? A escolha dos EUA e alguns aliados, mas ainda não plenamente assumida e fragilizada na reunião do G20, seria no sentido de provocar um forte abalo do regime sírio, por ataques cirúrgicos a estruturas e entidades que suportam o essencial da sua ação militar, com vista a provocar o seu enfraquecimento e a forçá-lo à negociação de um qualquer compromisso. Curiosamente, no discurso ocidental, poucos falam na substituição de Assad e mesmo no seu possível julgamento pelo TPI (Tribunal Penal Internacional), talvez porque alguns considerem que um cenário "menos mau" ainda pode ter de vir a passar por ele. Longe vão os tempos do "regime change" que era voz corrente no caso do Iraque.

Em todo este contexto, valerá a pena não perder de vista algumas coisas:

·                     que o regime de Assad, não obstante a violência dos seus métodos (aliás, na velha tradição bárbara do pai do ditador), tem um considerável apoio popular no país, por razões de equilíbrios étnicos que têm muito a ver com a própria existência do país. O sunitas moderados, bem como as minorias cristãs, druzas, chiitas e curdas parece continuarem a preferir Assad à instauração de um modelo islâmico radical.
·                     que a oposição está extremamente fragmentada entre grupos no exterior, sem grande influência interna e apenas relevantes nos refugiados e na diáspora, e os grupos internos que conduzem as operações militares, fortemente extremistas, que fazem parte de uma espécie de "brigadas internacionais" salafistas, que o ocidente se resignou a apoiar, sob pressão dos seus aliados sunitas (Turquia, Arábia Saudita e Qatar).
·                     que a agenda anti-Assad, na realidade, tem como importante objetivo tentar enfraquecer a aliança entre a Síria e o Irão - porque a questão iraniana permanece como o elemento vital de toda esta questão. Por forma a evitar que o Irão se assuma potência central da região, em especial se vier a obter poder nuclear, o ocidente decidiu tomar partido pelas forças sunitas, na tentativa de quebrar a ligação entre as forças chiitas que ligam Síria, Irão e Iraque, bem como o Hezbollah libanês.

No caso sírio, como às vezes acontece, parte do mundo encontra-se perante a "alternativa do diabo": qualquer escolha será má, restando saber qual será a pior.

ps - porque é bem ilustrativa do que a Europa política é, note-se o esforço declaratório da União Europeia sobre este assunto, recheado de ambiguidades para poder acomodar o mar de divergências no seu seio.

Francisco Seixas da Costa 

terça-feira, setembro 17, 2013

Kit Kat: o novo Android


Na saga da nomenclatura de doces e guloseimas para as versões dos sistemas operativos Android que vão saindo, desta vez chega o Kit Kat. Parece apetitoso, vamos ver o que trará de novo.

Quem diria que num chocolate Kit Kat haveria tanta engenharia, tanta performance!

segunda-feira, setembro 09, 2013

Como vai o ensino básico em Timor Leste - sinais de subdesenvolvimento

Fernando António anda todos os dias 10 quilómetros a pé para dar aulas em Timor-Leste


Por Isabel Marisa Serafim (Texto) e António Amaral (Fotos), da agência Lusa

Díli, 27 jul (Lusa) - Fernando António diz que só sabe ser professor e por isso anda todos os dias cerca de 10 quilómetros a pé para dar aulas na escola de Loro, a aldeia mais pobre do suco de Suai Loro.
"Não há luz, água potável, casa de banho e também não há estrada para a nossa escola", diz à agência Lusa Fernando António, que vive em Suai Loro, perto do Suai, a cerca de 175 quilómetros a sudoeste de Díli.
O professor Fernando António até podia utilizar uma motorizada para chegar à escola, mas a ponte que existia para passar uma ribeira e onde até conseguiam passar carros, caiu com a força da água provocada pela época de chuvas e agora só conseguem passar pessoas.
"Com chuva demoro 50 minutos, com sol apenas 30", explica.
Apesar do esforço diário para chegar ao trabalho e de ganhar apenas 247 dólares mensais, nem a chuva, nem os "crocodilos que às vezes ficam à espera das pessoas na praia" o demovem de ir para o trabalho todos os dias.
"Para mim gosto. É o meu trabalho. Foi com esta profissão que sustentei os meus filhos e filhas. Gosto muito de ensinar os alunos e alunas. Ensinar é uma experiência para nós", diz.
O professor tem cinco filhos e dois estão em Díli a estudar na universidade.
Na aldeia onde dá aulas vive outra filha, com os netos, que também ajuda com o pouco que ganha, porque o genro vive da pesca e da agricultura, que ao "pé do mar é fraca, porque a terra não é boa".
Fernando António gostava de ter uma escola melhor, mas o que considerou serem prioridades urgentes são as "cadeiras, as mesas, os quadros, os armários para guardar livros" e outro material, como lápis, canetas e cadernos.
"Os alunos são pobres e não podem comprar", afirma.
Na escola de Loro estudam 100 crianças divididas por três salas e dão aulas mais duas professoras.
Segundo Fernando António, que leciona há 32 anos, às vezes é difícil ter todos os alunos na sala.
"Os pais não mandam as crianças à escola e às vezes quando aqui chego sou eu que os vou buscar a aldeia", diz, sublinhando que os pais não percebem a importância das crianças irem à escola, porque também não sabem ler e escrever.
"É gente pobre", desabafa, acrescentando que às vezes a única refeição que as crianças comem por dia é a que é fornecida na escola, normalmente arroz com legumes.
Apesar das dificuldades, faça sol ou chuva, Fernando António não falta à escola e todos os dias caminha os cinco quilómetros a pé para cada lado para os alunos aprenderem a ler e a escrever.
MSE // VM
Lusa/Fim

terça-feira, setembro 03, 2013

TIPS FOR JOBS

Nem sempre o que dizemos é o mais importante. Surge agora um artigo na Prolife Academy que indica que a comunicação não verbal (julgo que em português se poderá dizer linguagem corporal, mas não sou especialista nisto) é um dos factores mais importantes numa entrevista de emprego. Aqui está o artigo completo.

Com mais dicas por aqui.
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quinta-feira, julho 11, 2013

«Angola é uma falsa potência, onde domina a falta de inteligência» - José Eduardo Agualusa

«Angola é uma falsa potência, onde domina a falta de inteligência» -
José Eduardo Agualusa
Por Redação

José Eduardo Agualusa não tem dúvidas. O escritor considera que estão reunidas todas as condições para que o caldo entorne em Angola, o país de origem de Agualusa.

«Angola é uma falsa potência, onde domina a falta de inteligência e estão reunidas as condições para uma revolta de larga escala. O Governo de José Eduardo dos Santos mantém a cegueira em relação aos mais desfavorecidos e ignora totalmente a miséria da população, vivendo uma espécie de endocolonialismo», atirou Agualusa, que nesta quinta-feira vai lançar a sua mais recente obra, A vida no céu, livro, que segundo o próprio é «a história do mundo em suspensão».

Apesar do dinheiro, Angola tem um longo caminho a percorrer.

«O pior de tudo é a falta de inteligência do regime. A mim, o que me assusta mais, sempre, é a estupidez. A estupidez é aquilo que me aterroriza mais. E quando a estupidez tem poder, isso então é particularmente assustador. Educação é fundamental. Como é que um país pode querer ser uma potência se não foi capaz de educar a sua população, se a sua população não lê livros, se não tem médicos, não tem engenheiros, se não tem quadros? Se nem sequer tem uma política de captação de quadros, o que é uma coisa escandalosa?», concluiu.

Google Latitude vai-se reformar

Segundo uma anuncio da Google, o Latitude vai-se fechar a partir de 09 de Agosto. Na verdade não me faz falta nenhuma apesar de o ter activo no smartphone.



sexta-feira, junho 28, 2013

Pagamento do Imposto Único de Caravelas - Vasco da Gama reclama...

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As Finanças notificaram hoje o senhor Vasco Simplício da Cunha Gama para o pagamento do Imposto Único de Caravelas relativo à embarcação “São Gabriel”.
Segundo o Imprensa Falsa conseguiu apurar, o imposto em falta refere-se aos anos de 1497 até 2012, pois Vasco da Gama nunca mandou abater a caravela. Relativamente ao IUC de 2013 o mesmo pode ser liquidado até Julho, porque é o primeiro registo dela.
Até hoje, as Finanças não tinham descoberto o proprietário desta embarcação, mas depois de lerem o diário da viagem de Vasco da Gama à Índia que a UNESCO inscreveu hoje na lista de Memória do Mundo, foi fácil identificar o contribuinte faltoso.

Entretanto, Vasco da Gama já contestou dizendo que arrancou logo para a Índia, nem teve tempo de ir às Finanças, mas, por outro lado, o navegador diz que foi o rei D. Manuel I que ficou de pagar isso, até porque, na verdade, a caravela era dele. Esta contestação não caiu bem junto das autoridades, que consideram que o descobridor difamou o Chefe de Estado, tendo sido enviada a respectiva contestação para a Procuradoria Geral da República. Vasco da Gama poderá agora ter de vir a pagar, para além do IUC da caravela, uma multa por ofensas ao Chefe de Estado.

Tribunal de Contas - PortugalAv. da República, Nº65
1050-159 Lisboa

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Pixies - Bagboy

Mesmo sem Kim Deal, o novo álbum dos Pixies promete.

quarta-feira, junho 26, 2013

Is Tropical - Dancing Anymore



A Epopeia de Gilgamesh

A epopeia de Gilgamesh, retrate este rei Sumério, cerca de 2750AC. Gilgamesh, era considerado um semideus, tinha muito de bom e de mau (até maltratava o seu povo). É uma figura lendária, e a sua vida retratada na Epopeia de Gilgamesh torna-se numa frescura para estes dias de Verão. Ainda não vi é onde o posso adquirir!


terça-feira, junho 25, 2013

Smart Times 13


Este ano, o encontro de Smarts na Europa, julgo que o maior do mundo! acontece na Suiça. Será sem dúvida um local agradável para passear com um Smart ao lado de grandes máquinas que percorrem as estradas daquele país. Para se inscreverem podem passar por aqui.

São 3 dias de convívio só para condutores de Smarts, com muita condução, animação e Smarts nunca antes vistos (tunnings), que prometem deixar alguns animais bastante surpreendidos. E ao que parece Cascais quer ogrniazar a concentração de Smarts de 2014, para isso enquanto estiver na Suíça, vote em Cascais como destino anfitrião do smart times 2014.

segunda-feira, junho 24, 2013

Guardex Shield

Se pretendem manter o vidro do vosso smartphone estimadinho e sem riscos, ou se pior que isso temem que ele se parta por serem desastrosos ou qualquer outro motivo imprevisto, então uma boa opção será uma película de vidro que chama Guardex Shield. Parece que resiste até ao embate de um martelo!

quinta-feira, junho 20, 2013